Verdades e mentiras sobre o Flash

Nem tudo é o que parece.

“Quero que o meu site seja em Flash para ter bastante movimento. E não se esqueça da abertura e dos sons nos botões”. Quem já não ouviu um pedido como esse? Amado por uns, odiado por outros e bem usado por poucos, nenhuma tecnologia criou tanta discussão quanto o Flash. Por isso, vamos listar algumas verdades e mentiras sobre ele.

1. O Flash oferece uma série de recursos que outros programas não oferecem.

Verdade. O Flash evoluiu bastante e permite a criação de animações mais elaboradas, assim como a integração com som e vídeo. Ele também permite muito mais interatividade, chegando a ser uma ferramenta para a criação de jogos simples. Por isso seu uso tem crescido bastante, seja em sites ou em campanhas online.

O seu uso, porém, não é obrigatório: tudo depende do tipo de conteúdo que você vai divulgar, da freqüência de atualização, do seu público e da sua verba. Existem ações online muito boas que não usam Flash.

2. Meu site vai ficar mais bonito se for feito em Flash.

Depende. Ele pode ficar mais bonito, mas também pode ficar exagerado, lento ou impossível de ser atualizado devido à dificuldade ou ao custo.

O mesmo vale para apresentações. Fazer uma apresentação toda em Flash pode permitir recursos como animações, som e vídeo. Mas se você tiver que apresentar uma tabela de preços que é atualizada todos os dias ou semanas, provavelmente terá muito trabalho. Nesse caso, a solução é fazer um arquivo com esses dados separadamente ou então usar outra tecnologia.

No caso de sites, hoje o Flash tem sido usado em conjunto com outras tecnologias com o objetivo de minimizar os problemas e facilitar a atualização.

3. Muita gente não tem Flash instalado.

Mentira. Em março de 2005, a NPD Research divulgou que 98,3% dos usuários têm Flash instalado. O problema é que nem todos têm a última versão instalada em seus computadores. Existe uma maneira de minimizar esse problema, que é criar arquivos Flash para versões anteriores. Outro problema é que, no Mac, o Flash fica muito lento, assim como em PCs mais antigos.

4. Não é possível fazer um site atualizável em Flash.

Mentira. É possível fazer até mesmo um site de comércio eletrônico em Flash. Porém, é preciso analisar que benefícios você e seu consumidor terão usando essa tecnologia e quanto isso vai custar.

5. O Flash é um programa que dificulta a usabilidade.

Depende. Quando o Flash é mal utilizado, realmente dificulta. Por exemplo, a lentidão para carregar um arquivo pesado, os menus que ficam escondidos e só aparecem quando passamos o mouse, as barras de rolagem e os formulários que fogem dos padrões de internet.

6. Não é recomendável enviar Flash por e-mail.

Verdade. O Flash usa um tipo de código que pode esconder ameaças eletrônicas e, por isso, é bloqueado por muitos programas ou serviços de e-mail. Você pode enviar um arquivo em Flash se souber exatamente em que programa ele será aberto, como em um e-mail interno da sua empresa.

7. Flash dá trabalho.

Verdade. Enquanto uma animação comum pode ser feita apenas por um diretor de arte, uma animação complexa em Flash necessita de um diretor de arte e de um programador. No caso de uma campanha online, os veículos exigem que você envie duas peças, uma em Flash e outra em GIF (animação comum) para o caso de acontecer algum problema com o Flash.

8. Flash custa mais caro.

Depende. Como trabalho geralmente significa custos, e o Flash dá mais trabalho, em alguns casos uma peça em Flash pode ser mais cara que uma peça comum. Para ser usado em todo o seu potencial, o Flash geralmente necessita de recursos adicionais, como a produção de sons e de vídeo. Aí sim os custos vão se multiplicando, mas o resultado também pode ser bem melhor.

Qual a conclusão, usar ou não usar Flash? Como regra geral, usa-se Flash em apresentações que não tenham atualizações freqüentes, em e-learning, em campanhas online que não sejam de varejo, em games e como parte de sites, aliado a outras tecnologias. Mas existem muitas exceções a essa regra, e por isso a resposta a esta pergunta será sempre depende. Aí entra o gerente de projetos: uma pessoa capaz de analisar escopo, prazo, custo e decidir que tecnologia usar para alcançar o melhor resultado.

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